top of page
  • Por Maia Miriam

Karina Buhr - Centro Cultural - SP


foto de Andressa Araújo

Sábado, 19 de Julho de 2014.

Quem vai ao um show de Karina Buhr e espera ver simplesmente uma cantora que executa com excelência suas canções, interagi simpaticamente com o público e depois vai embora elegantemente, com certeza irá se decepcionar. Não que isso seja negativo, pelo contrário, mas prestigiar Karina Buhr no palco é se deparar com uma diversidade de reações, ela prova que com suas músicas, interpretações e dinâmicas no palco ser diferente, é o mínimo. E, realmente, Karina é diferente.

No sábado, 19 de Julho, ela se apresentou no Centro Cultural São Paulo, cantando Secos e Molhados, e mostrou que a ousadia é algo que a acompanha artisticamente; mais do que cantar, ela interpreta as músicas de uma forma muito particular e eletrizante, como se estivesse incorporando uma entidade artística única, que a faz se jogar no chão inúmeras vezes, correr no meio do público, girar e pular incansavelmente durante todas as músicas, rastejar até cada integrante de sua banda. Karina se entrega, se dispõe a ser naquele momento o que a inspiração mandar ser, sem rédeas nem limites, ora se mostra uma grande artista, ora parece ser apenas uma menina se divertindo muito, e isso leva o público a um empolgante envolvimento durante toda sua apresentação.

Cantou todos os principais sucessos de Secos e Molhados, acompanhada de sua banda que, de uma forma primordial, acerta todos os arranjos das velhas canções homenageadas na noite. Musicalmente não há do que reclamar, banda e intérprete são incríveis. Já em produção, talvez, desapontam um pouco; quando se fala em Secos e Molhados, de imediato pensamos – além de em Ney Matogrosso –, em plumas lindas e fortíssimas maquiagens, brilho e tudo mais, no entanto, não nos deparamos com isso ao assistir o show que Karina Buhr e sua banda fazem em homenagem a eles. Porém, isso não tira a qualidade do show, mas, acabamos sentindo falta dessas características da aclamada banda, na noite.

O que pecou também foi a estrutura técnica de som da casa; no inicio do show o som parecia não ter sido passado, antes, pelos músicos, o que causou alguns atritos sonoros. E, durante toda a noite o som ficou abafado, o que em alguns momentos dificultava a possibilidade de ouvir a própria cantora, ponto esse que se potencializa, pois a banda gosta de fazer bastante barulho durante sua apresentação, barulho bom, mas pela estrutura montada, o público não pôde aproveitar como deveria.

Ao final de Secos e Molhados, Karina canta algumas de suas músicas que continuam no mesmo clima estabelecido durante todo o show, o público mais uma vez se envolve e agita junto com a cantora e, dessa forma, sem falar muito, mas potencializando sempre suas interpretações, Karina leva seu show até o final e mostra a força de seu talento, uma artista que ousa e acredita na força de cada verso que reproduz.

 

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page