top of page
  • Foto do escritorPor Dimitry Uziel

O RAPPA - Espaço das Américas - SP


Foto de Ka Uziel

Sexta-feira, 22 de agosto de 2014.

O Rappa é uma daquelas bandas que agrada a diversos públicos, como um grande leque aberto, ou um polvo com seus vários tentáculos, indo de rappers a roqueiros; de rastafárisa skinheads. E, digo isso, pois encontrei com todos estes citados no show dos caras. Mas, a apresentação do último dia 22 de agosto, no Espaço das Américas, foi, de longe, um prato cheio para aqueles que muito se identificam com o Rap.

O Show que estava marcado para começar às 22h30 foi – digamos que – pontual, mas não com O Rappa. Uma banda (não divulgada) fez a primeira hora de abertura. Era a Conexão Baixada, ao lado do rapper Dexter, e conseguiu esquentar consideravelmente o público afoito e ansioso para ver o headline da noite.

Já passava da meia-noite quando o Rappa surgiu para um show com algumas participações especiais, como: Flora Matos, Dexter e o artista Speto, fazendo intervenções, grafitando em telas a frente dos grandes containers projetados sobre o palco. E, nem é preciso dizer que o Espaço das Américas estava pra lá de lotado, já que os ingressos estavam esgotados.

É compreensivo que bandas do porte d’O Rappa possam se dar ao luxo de realizar um espetáculo sobre um palco com belos cenários. Foi o que aconteceu; grandes panos brancos estendidos ao fundo e nas laterais do palco em forma de containers, mas que também serviram como tela para psicodélicas projeções. Porém (e sempre há um), foi um ponto bem negativo por dois motivos. Primeiro, que as laterais foram tão tomadas pelos tais “containers” que a visão de quem assistia pelos lados tornou-se 90% comprometida, excluindo a possibilidade ver praticamente todos os integrantes, exceto Falcão, quando vinha mais à frente do palco. E, segundo, que a iluminação (um tanto ruim) refletia de tal forma nos panos brancos a ponto ofuscar momentos que deveriam ser vistos. Pois bem. Acontece, mas não deveria. Esse mesmo formato foi apresentado no mesmo Espaço das Américas em 2013, vale lembrar isso.

O repertório foi regado a antigos sucessos e novas canções do disco que dá nome a nova turnê, Nunca Tem fim...

Lado B Lado A foi um dos ápices, logo no início do show. As novas, O Horizonte é Logo Ali, Boa Noite Xangô e Anjos (pra quem tem fé) fizeram a noite. Ao lado de Flora Matos, Falcão trouxe ao público uma espécie de dueto ao som forte do baixo e uma leve guitarra e bateria ao fundo, com a música Esperar o Sol. E teve, também, aquele momento de pausa para a “água”, deixando apenas o versátil Lauro Farias sobre o palco para um solo sem igual de contrabaixo.

Pois bem... Fora alguns poucos pontos fracos, mas de considerável relevância, em suma, o Rappa fez um grande show para um imenso público.

 

0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page