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Filipe Catto [sesc belenzinho]


Filipe Catto por Dimitry Uziel

30 de agosto de 2014 – 20h30

O Sesc Belenzinho recepcionava seus visitantes para o show da nova voz da Música Popular Brasileira, Filipe Catto, quase rotulado como o novo Ney Matogrosso. Quase.

O show, divulgado para ter início às 21h00, começou pontualmente às 21h30 (algum tipo de norma do bom Sesc). E, quando o assunto é pontualidade, a casa é categórica; hora para começar e hora para terminar, sem mais, nem menos. Isso sempre foi um ponto mais que positivo da organização.

Pois bem. Inicialmente, achamos que o show seria na comedoria, mas não. Ali, aconteceu o show da rapper Lurdez da Luz, naquela mesma noite. Filipe Catto se apresentou no pequeno, porém, muito aconchegante teatro do Sesc.

Muito curioso foi notar que, talvez, 70 ou até 80% do público que logo entraria para se acomodar devidamente em seus assentos fazia parte da terceira idade, um público muito maduro, de vidas já vividas e que, agora, se deleitava em peças de teatros, shows, cinemas etc. Isso foi muito agradável. Aliás, é sempre muito agradável estar rodeado de senhoras e senhores amantes da boa música, da poesia, da arte em sua totalidade.

Agora sim, eis a hora. Após a terceira campainha, o nome da noite foi anunciado e, triunfantemente, surgiu no palco o belo Filipe Catto, rodeado de uma ótima banda com cinco integrantes.

O show, passeava por estilos, como é comum do próprio Filipe, dando início ao show com o samba, depois, passeando pelo pop, o rock, e a MPB, tudo repleto de poesia à la Cartola e um leve toque de música espanhola.

Esse espetáculo foi um resgate da sua, ainda curta, carreira, com músicas de seus dois primeiros discos, Saga (2009) e Fôlego (2011), assim nasceu o terceiro disco (ao vivo) Entre Cabelos, Olhos e Furacões (2013) que deu origem também ao DVD.

Nessa apresentação, Filipe trouxe, além de suas canções, versões dignas de serem aplaudidas de pé, entre elas estava Ave de Prata, do disco A Terceira Lâmina (1981) de Zé Ramalho.

No BIS, Filipe volta – já sem seu blazer, mais à vontade – sozinho, apenas com sua guitarra para uma versão de Born To Die, de Lana Del Rey, que, particularmente, ficou infinitamente melhor que a original; na voz dele se tornou algo novo, quase autoral, ótimo. E, vale lembrar: Filipe Catto é dono de uma voz quase perturbadora de tão linda. Outro ponto importante para citar, é a qualidade de som e iluminação, impecáveis. E uma produção que vai além de atenciosa.

PONTO NEGATIVO

Eu, sempre que posso, comento os pontos negativos com a finalidade de – quem sabe? – não presenciar novamente coisas do gênero.

Nesse espetáculo, o único ponto negativo que presenciei foi durante a última música (antes do BIS), em Saga. O público, mais uma vez, não se conteve e deixou seus assentos para grudar no palco. O mesmo aconteceu no show do IRA!, no Sesc Vila Mariana, há alguns dias atrás, e comentei sobre isso. Compreendo a sede dos fãs, a excitação. Mas quando não há cadeirantes desfrutando do mesmo acontecimento. Havia dois cadeirantes ali, que também pagaram por seus ingressos e tinham, assim como todos, o mesmo direito de assistir ao espetáculo até o fim, se não fosse esse inconveniente. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Por fim...

Destilando simpatia, Catto fez do palco seu universo particular e, sem muita força, fez o público aplaudir desesperado a cada fim de canção, como se nunca mais fossem assisti-lo novamente. Um grande show.

 

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