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  • Foto do escritorPor Dimitry Uziel

HUMBERTO GESSINGER - HSBC Brasil - SP


foto de Dimitry Uziel

Em plena uma daquelas noites de temperatura razoável na terra da garoa (também conhecida como São Paulo), lá – mais uma vez –, no longínquo espaço HSBC Brasil, um senhor de vasto repertório e uma carreira invejável subiria ao palco em questão de minutos...

21 de março de 2014.

Na Rua Bragança Paulista, número 1281, já passava das 22h30, um público, de aproximadamente 4 mil pessoas, histericamente feliz, gritava em alto e bom som o nome do líder da extinta banda Engenheiros do Hawaii. Sim. Humberto Gessinger já estava a postos por detrás das grossas e vermelhas cortinas para o show intitulado INSULAR. Show que divulgou o seu primeiro trabalho oficialmente solo. Pois, durante e após o Engenheiros, sua carreira foi consolidada em parcerias (não que dessa vez também não fosse), pois ao seu lado, o responsável pela guitarra era o ex-Fresno, Rodrigo Tavares.

Mas Humberto não negou ao seu tão fiel público as mais lindas pérolas do passado, mesclando-as as mais novas canções do seu recente trabalho. Sendo assim, o show teve início com Sampa no Walkman, musica de 1991, do disco Várias Variáveis. Música um tanto propícia para a situação.

foto de Ka Uziel

Mas quando se fala de Gessinger e/ou Engenheiros do Hawaii em um ao vivo, entenda que nunca, nunca um show será igual ao outro. Pois Humberto tem aquele ótimo habito de misturar, mudar, acrescentar situações, ritmos e frases às músicas. Foi o que aconteceu em Somos Quem Podemos Ser, que nessa apresentação ganhou um novo formato; declamada, em forma de poesia instrumentada, acompanhada pelo acordeom e, no refrão, o vocal ficou no comando de Rodrigo Tavares e seu violão.

O olho do furacão veio à tona, é lógico, quando surgiram as músicas Piano Bar, Terra de Gigantes, Ando Só, A Revolta do Dandis II e Toda Forma de Poder. Mas o gaúcho não deixou a desejar em momento algum, muito menos quando trouxe em evidencias as novas Bora!, A Ponte Para o Dia e Tudo está parado.

A experiência musical do louro gremista não é segredo para ninguém, e não há como não tornar-se boquiaberto diante de um show dele.

Por fim, após as duas horas ininterruptas de música, eis que um duplo bis surge em forma de presente aos paulistanos que não pretendiam sair dali antes de amanhecer. Fechando com Dom Quixote/Refrão de Bolero e A violência travestida faz seu Trottoir/Infinita Highway, a noite não poderia terminar de maneira melhor.

Essa data fora marcada por mais um daqueles shows inesquecíveis, que nem câmeras, nem filmadoras serão capazes de nos levar novamente a tal ápice, senão a memória.

 

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