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  • Foto do escritorPor Dimitry Uziel

Johnny Marr [19º cultura inglesa festival]


Pouco mais de um ano após sua passagem pelo Brasil, Johnny Marr trouxe mais um disco na bagagem. No ultimo domingo (21) aconteceu o 19º Cultural Inglesa Festival. Essa edição contou com os garotos do The Strypes e o constrangedor show de Gaby Amarantos. Mas deixemos isso de lado, vamos nos direcionar ao ápice da noite, o que, pelo menos para mim foi. É claro que para um fã assumido, assim como este que vos fala, presenciar um show de Johnny “Fucking” Marr é mais que uma obra perfeita. Mas tentarei descrever de modo imparcial.

Como sempre, o festival da Cultura Inglesa e sua pontualidade britânica (com o perdão do trocadilho), às 19hs, Johnny subiu ao belo palco para mostrar que seu trabalho solo é tão bom quanto o da banda que o tornou um ícone da música pop, cada um em seu devido tempo. Marr, sem muitas palavras, deu inicio com "Playland", de seu mais recente disco que leva o mesmo nome da canção, seguida de "Panic". No decorrer da obra, grande parte do público, não muito animado, parecia mesmo interessado em clássicos dos Smiths, ainda que diante de ótimas canções como "The Messenger", "Easy Money", Candidate ou "New Town Velocity".

Johnny sabe como se portar sobre o palco e mostrar que é tão bom hoje quanto nos idos de 80, impondo-se como dono de seu instrumento, volta e meia levantando sua guitarra, ostentando um poder que realmente era dele. Mas ainda assim, foi necessário "There is a light that never goes out" e "Bigmouth Strikes Again" para aquelas 12 mil pessoas fazerem barulho.

"The Headmaster Ritual" também esteve presente na primeira parte do show, ao lado de "Generate Generate" e o hit "Getting Away With It", música do Electronic, projeto de Johnny Marr e Bernard Summer, vocalista do New Order.

Após metade da apresentação, o público se mostrava um pouco mais interessado e, aparentemente, o volume do show também recebeu um pouco mais de poder.

O bis veio bem mais atraente para aqueles que assistiam esperançosos por algum Smiths. "Stop me if you think you've heard this one before" abriu a segunda e ultima parte do show, seguida de "Upstarts" (do disco The Messenger, 2013) e "I Feel You", versão muito bem adaptada do Depeche Mode. Por fim, "How Soon is Now?" veio como uma fera faminta, pronta para devorar todos que ali estavam, trazendo a sensação de missão cumprida.

Mas o que realmente foi aquele show, em minha opinião, ainda é indescritível.

 

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